A McKinsey, uma das maiores empresas de consultoria empresarial do mundo, cortou mais de 5 mil empregos, cerca de 11,2% do seu quadro de funcionários, desde 2023, quando lançou a Lilli, IA alimentada com mais de 100 anos de insights proprietários da firma.
A empresa, entretanto, nega estar substituindo humanos. Segundo a McKinsey, o movimento se trata apenas de uma estratégia de redefinição de funções, contando ainda com uma correção após contratações excessivas provenientes da pandemia.
Hoje, a Lilli está integrada no fluxo de trabalho diário de mais de 70% da equipe da McKinsey, reduzindo em 30% o tempo gasto com tarefas operacionais.
De acordo com o portal The Finance Story, a tecnologia remodelou silenciosamente a forma como os profissionais da companhia colaboram, acessam conhecimento e geram impacto para os clientes.
Mensalmente, a IA é responsável por emitir mais de 500 mil prompts, gerando uma economia de 50 mil horas de consultoria no mesmo período.
Segundo Bob Sternfels, sócio-diretor global da McKinsey, o consultor do futuro “deve aprender mais rápido do que nunca, colaborar de forma integrada com humanos e agentes de IA”.
Neste cenário, a criação de apresentações e a análise de dados serão automatizadas, mas o diferencial humano será liderança, persuasão e habilidade para lidar com política interna.
Assim, a ideia é que cada consultor tenha seu próprio agente de inteligência artificial.
Fundada em 1926, a McKinsey é uma das maiores e mais influentes empresas de consultoria estratégica do mundo.
Com presença global em mais de 65 países e escritórios em grandes centros como São Paulo, Londres, Nova York e Xangai, a firma atua assessorando organizações públicas, privadas e do terceiro setor na resolução de problemas complexos de gestão, operações, inovação e transformação digital.
Hoje, 40% da receita da McKinsey vem de consultoria em IA e tecnologia, contribuindo para uma receita estimada de US$ 16 bilhões em 2024.